Depois de oito anos, o RevitaLiba – mutirão de limpeza do bairro da Liberdade – voltou às ruas no dia 19 de setembro, véspera do Dia Mundial da Limpeza, celebrado em 20 de setembro. A ação, que já havia tido três edições de sucesso em 2017, 2018 e 2019 – esta última em Mogi das Cruzes – reuniu cerca de 120 voluntários e autoridades para uma manhã de cidadania e conscientização.
Idealizado pela JCI Brasil-Japão, o RevitaLiba deste ano contou com apoio da Acal – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade; Subprefeitura da Sé; Embaixada do Japão; Consulado Geral do Japão em São Paulo; Enkyo; CET (Companhia de Engenharia de Tráfego); GCM (Guarda Civil Metropolitana) e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo.
Participaram da ação o embaixador do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi; a cônsul-geral do Japão em São Paulo, Yoriko Suzuki; o presidente da Acal, Danilo Fujita; o presidente do Kaen Team, Manabu Migita; o presidente da JCI Brasil-Japão, Willian Goya; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart; o presidente do Bunkyo, Roberto Nishio; o presidente de honra da entidade, Renato Ishikawa; o presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Teodoro Sato; o diretor da SP Negócios, Aurélio Nomura; o vereador George Hato; o candidato a deputado federal Walter Ihoshi; e os candidatos a deputado estadual Antonio Goulart, Embaixador Garcia e Rafael Minatogawa, entre outros parceiros.
Segundo os organizadores, o bairro da Liberdade foi escolhido por ser considerado um símbolo da presença japonesa no Brasil.

A concentração teve início às 7h30 na sede da Acal. Após um café da manhã preparado pela praticante do Rádio Taissô da Liberdade, Flora Bezerra, os participantes foram divididos em cinco equipes e seguiram para os roteiros preestabelecidos, como o Largo da Pólvora, trechos da Avenida Liberdade e da Rua Galvão Bueno, além de ruas adjacentes.
Segundo o presidente da JCI Brasil-Japão, Willian Goya, a ideia do RevitaLiba é ir além da coleta de resíduos. “A intenção é conscientizar que cada um é responsável por seu lixo. Assim todos nós vamos ter uma rua melhor, um bairro melhor, uma cidade melhor e um país melhor”, afirmou Goya, explicando que a iniciativa busca trazer para o país um dos hábitos mais valorizados no Japão: a responsabilidade individual pelo próprio lixo. Segundo ele, o balanço foi extremamente positivo. “Essa ação transmite uma mensagem clara sobre a importância de mantermos nossa cidade organizada.”
O coordenador geral do projeto “Revita Liberdade 2026”, Gabriel Saade, destacou o engajamento. “A ação foi muito exitosa. O objetivo central foi promover a conscientização sobre a zeladoria urbana e o cuidado com o patrimônio público, que é um bem de todos. Nosso propósito é disseminar esses valores para que a cidadania seja exercida diariamente.”
Para Danilo Fujita, presidente da Acal, o RevitaLiba é uma oportunidade de compartilhar um aspecto marcante da cultura japonesa. “No Japão, a responsabilidade pelo lixo gerado é individual, por isso não há muitas lixeiras em vias públicas. Embora essa prática ainda não seja um hábito consolidado no Brasil, como a Liberdade é um símbolo de nossa descendência, poderíamos difundir esse valor.”
A cônsul geral Yoriko Suzuki lembrou uma prática pessoal. “Este evento remete à tradicional prática japonesa de cuidar do ambiente ao nosso redor. Me traz recordações de uma atividade que eu realizava no Japão: mensalmente, me reunia com vizinhos para limpar o prédio e os jardins.”
O embaixador Yasushi Noguchi destacou que esta foi sua quarta participação no projeto. “Sinto-me feliz em ver a JCI dando continuidade a este evento que promove a cultura japonesa e o hábito da limpeza. É uma forma eficaz de compartilhar uma das nossas tradições mais valorizadas, tal como a imagem dos torcedores japoneses em estádios de futebol, reconhecidos por limparem as arquibancadas após os jogos.”

O secretário Rodrigo Goulart ressaltou o pilar cívico. “Este evento reflete fielmente um pilar da comunidade japonesa: a consciência cívica. Vemos em eventos internacionais a torcida japonesa limpando os locais, independentemente de terem sido responsáveis pelos resíduos.”
Antonio Goulart parabenizou os organizadores. “É fundamental que a sociedade brasileira assuma essa responsabilidade para que nossas cidades se tornem locais mais acolhedores e humanos, replicando as boas práticas.”

Walter Ihoshi avaliou que o projeto começa na Liberdade, mas deve inspirar o país. “É essencial que a população se conscientize sobre a limpeza, o trabalho voluntário e o respeito ao próximo. São valores que a comunidade nipo-brasileira tem aplicado e disseminado. É uma influência positiva.”
(Aldo Shiguti)






