O 59º Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa (Gueinosai) reuniu mais de 140 apresentações nos dias 27 e 28 de junho, no Grande Auditório do Bunkyo. Modalidades como dança tradicional, karaokê, taiko e minyo compuseram a programação dos dois dias.
Para Roberto Takayuki Kato, presidente da Comissão Organizadora, o evento tem função definida: “O Gueinosai preserva as raízes das tradições japonesas.” Segundo ele, foi dessas modalidades que surgiu a cultura pop tal como se conhece hoje, e cada edição do festival é movida por paixão.
O presidente do Bunkyo, Roberto Nishio, situou o Gueinosai entre as atividades mais longevas da entidade. A tradição, interrompida apenas durante a pandemia, tem mais de seis décadas de continuidade. “É uma homenagem que prestamos a todos os imigrantes que nos deixaram legados valiosos”, disse.

A cônsul geral do Japão em São Paulo, Yoriko Suzuki, definiu o Gueinosai como “uma memória viva” e prova de que a cultura atravessa gerações. Lembrou que, há 118 anos, os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil trazendo arte, valores e a alma do Japão. “Hoje, esse legado se manifesta em cada gesto dos praticantes, em cada nota dos instrumentos tradicionais e em cada canção compartilhada com o público”, afirmou, agradecendo aos mestres e artistas que se dedicaram aos ensaios.
O presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Teodoro Sato, se emocionou com as apresentações. A cônsul brindou o público ao subir ao palco para uma apresentação inédita, interpretando pela primeira vez em público a música Kanpai. No domingo, o Gran Finale ficou por conta do Grupo Kagura do Brasil.
(Aldo Shiguti)





