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Marília sedia 41º Campeonato Brasileiro, o primeiro da recém-criada Confederação de Gateball

O Nikkey Marília recebeu, nos dias 16 e 17 de maio, em sua sede campestre, o 41º Campeonato Brasileiro de Gateball, o primeiro da recém-criada Confederação Brasileira de Gateball. A competição contou com a participação de 141 equipes de 17 Regionais, totalizando cerca de 800 atletas. Em disputa, quatro categorias: Master 75, Master 60, Livre Série A e Livre Série B.

Devido ao mau tempo de domingo, os jogos que aconteceriam nesse dia acabaram não acontecendo e os campeões foram definidos pelos jogos da fase de classificação, com os vencedores sendo apontados pelo critério de saldo de pontos.

O presidente da CBGB, Júlio Hagio, disse ao jornal Brasil Nikkei que a prioridade sempre será preservar a saúde e a integridade dos atletas. “Felizmente, todos entenderam”, explicou Hagio.

Lideranças da modalidade, da comunidade e políticas da região prestigiaram abertura do evento no sábado

Na Livre Série A, o título ficou com Monte Alto A, com Nippon Country Club A em segundo. Na Série B, o Nippon B sagrou-se campeão. Carrão Kyouyu B ficou em segundo. As duas equipes, mais os dois terceiros colocados, Sorocaba B e Tupi Paulista A, conquistaram acesso para a Série A em 2027, no 42º Campeonato Brasileiro marcado para Guaíra (SP).

Cornélio Procópio A, do Paraná, ficou com o título na Master 75 enquanto a equipe Saga C faturou entre a Master 60.

Presidente da Federação Paulista de Gateball, Silvio Haruo Kitabayashi parabenizou os vencedores, em especial as equipes paulistas, que mostraram “a força do Estado de SP” conquistando 15 dos 16 troféus possíveis.

Abertura – Anfitrião da festa, o presidente do Nikkey Marília, Keniti Mizuno, agradeceu o apoio da CBGB e da Federação de Gateball do Estado de São Paulo (FGESP), além dos diretores locais e da Prefeitura Municipal de Marília.

“Acredito que este Campeonato não é só uma disputa, mas um evento familiar onde os participantes trocam experiências em um clima de confraternização”, disse Mizuno, que agradeceu também as autoridades que prestigiaram a cerimônia de abertura, no sábado.

Evento reuniu cerca de 800 praticantes na sede do Nikkey Marilia

Estiveram presentes o presidente da CBGB, Júlio Hagio; o presidente do Nikkey Marília, Keniti Mizuno; o diretor do Departamento de Gateball do Nikkey Marília, Ricardo Sakai; a secretária municipal de Esportes, Lazer e Juventude, Valéria Cavecci; o diretor de Esporte do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Roberto Tanaka; o presidente da Liga das Associações Culturais Nipo-Brasileiras da Alta Paulista (Lengô), Alberto Yamamoto; o vereador de Marília e vice-presidente do Departamento Social do Nikkey Marília, Elio Ajeka; a deputada estadual, Analice Fernandes; e o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Walter Ihoshi, entre outros.

Após o vice-presidente da CBGB, Jorge Kaku, declarar oficialmente aberto o 41º Campeonato Brasileiro de Gateball em Marília, Keniti Mizuno deu boas-vindas a todos os participantes e lembrou que era a quarta vez que Marília sediava um campeonato dessa magnitude.

Segundo ele, o gateball é uma das modalidades esportivas que mais tem crescido após a pandemia “por envolver valores técnicos, familiares e atividades físicas”. “É um esporte para todas as cidades, temos atletas de 9 a 99 anos. Esse esporte nos ensina sobre estratégia, paciência, trabalho e equipe”, disse Mizuno.

O diretor do Departamento de Gateball do Nikkey, Ricardo Sakai também fez um discurso de agradecimento.

Jogo de japonês – Em sua fala, o presidente da CBGB, Júlio Hagio, disse que Marília é a única cidade a sediar quatro edições do Campeonato Brasileiro. Ao jornal Brasil Nikkei ele explicou que a Assembleia que decidiu se a então União dos Clubes de Gateball do Brasil deveria ou não mudar para Confederação foi realizada no dia 7 de setembro de 2025. “De lá para cá nós tivemos 180 dias para regularizar tudo e desde março já somos oficialmente uma Confederação, inclusive com CNPJ”, disse Hagio, que explicou os motivos da mudança.

Julio Hagio, presidente da CBGB

Segundo ele, era um desejo antigo dos dirigentes. “Um dos motivos é para a modalidade ser reconhecida pelo governo federal como esporte nacional, porque até então o gateball era considerado um joguinho de idosos e de japoneses, o que não é verdade”, conta o presidente, acrescentando que outra razão é para tentar buscar recurso no Ministério do Esporte em Brasília.

“Hoje nós temos muitos praticantes jovens e esse pessoal jovem não tem dinheiro para viajar, para participar. Então, queremos trazer recurso federal para exatamente subsidiar várias coisas para os jovens. Essa é uma das nossas metas hoje”, conta Hagio, que calcula em torno de 5 mil o número de praticantes hoje no Brasil. São cinco federações filiadas: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Santa Catarina e Goiás.

Em português – Outra mudança, conta Júlio, aconteceu na parte do Cerimonial. “Antes, o idioma oficial era o japonês. Hoje não, hoje a gente consegue falar tudo em português. Ou seja, o idioma não é mais um obstáculo para os não descendentes não praticarem”, diz o dirigente.

Presidente da Lengô, Alberto Yamamoto destacou que a Liga das Associações Culturais Nipo-Brasileiras da Alta Paulista “preza pela cultura e pelo esporte, principalmente, o gateball, que teve origem no Japão”.

Amizades – Representando o presidente do Bunkyo, Roberto Nishio, o diretor de Esporte da entidade, Roberto Tanaka disse que, dentro da sua trajetória como diretor de Esporte do Bunkyo, costuma dizer que é no gateball “onde encontro grandes amigos”.

Tanaka, que também é diretor do Japan Karate Association, uma sucursal do Japão, conta que sabe a dificuldade que é para cumprir todo o calendário da Confederação Brasileira ou das Federações. “E esse trabalho que nós fazemos, através da divulgação dos valores da cultura japonesa, através dos princípios e valores, podem ter certeza que contribui muito nessa geração que vocês estão vendo aqui, muitas crianças”, frisou.

O vereador Elio Ajeka, que homenageou alguns convidados presentes, reforçou a necessidade de preservar a tradição do gateball em Marília. Já a deputada estadual Analice Fernandes parabenizou o prefeito de Marília, Vinicius Camarinha, “por investir na cidade, de uma maneira geral, mas está investindo e acreditando no esporte como um grande instrumento de transformação social”.

Walter Ihoshi explicou que costuma prestigiar as competições que acontecem no Estádio Toru Hondo, em São Paulo, e parabenizou os organizadores por levarem o gateball à Marília. “É uma oportunidade para que mais pessoas possam conhecer esse esporte”, disse Ihoshi.

Nova geração da modalidade é garantia de continuidade do gateball

Esporte democrático – Por fim, a secretária municipal de Esporte, Lazer e Juventude de Marília, Valéria Cavecci, disse que uma das bandeiras do prefeito Vinicius Camarinha é “apoiar todas as modalidades esportivas na nossa cidade”. “E é claro que o gateball não poderia ficar de fora, bem como os projetos que o próprio Nikkey Marília desenvolve, tanto com o beisebol como com o softbol e agora o gateball, trazendo o Campeonato Brasileiro”.

“É uma proposta do prefeito e que tem dado certo porque ajuda na economia do município e, ao mesmo tempo, faz com que as crianças pratiquem alguma atividade física”, explicou a secretária, acrescentando que o gateball “não é só de japoneses”. “É um esporte democrático, que aceita todas as nacionalidades e Marília sempre estará de portas abertas para eventos como esse”, garantiu Valéria.

(Aldo Shiguti)


Classificação final do 41º Campeonato Brasileiro de Gateball

Master 75 – Campeão: Cornélio Procópio A; Vice: Saga D; 3) Ibira F; 3) Ibira B

Master 60 – Campeão: Saga C; Vice: Guaíra A; 3) Paulista A; 3) Ibira C

Livre Série A – Campeão: Monte Alto A; Vice: Nippon A; 3) Paulista A; 3) Guaíra A

Livre Série B – Campeão: Nippon B; Vice: Carrão Koyu B; 3) Sorocaba B; 3) Tupi Paulista A

Carrão Kyoyu B, vice-campeão da Categoria Livre B
Cornélio Procópio A, camepão da Categoria Master 75
Monte Alto A, campeão da Categoria Livre A
Saga C, campeão da Categoria Master
Nippon B, campeão da Categoria Livre B
Nippon A, vice-campeão da Categoria Livre A
Guaíra A, vice-campeão da Categoria Master 60
Saga D, vice-campeão da Categoria Master 75