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Sandro Barros vence o Grand Prix e protagoniza momento histórico no 31º Paulistão

O renomado estilista Sandro Barros, interpretando a música “Ofukurosan” e representando a Regional Sul II, foi o grande vencedor do Grand Prix do XXXI Concurso de Karaokê do Estado de São Paulo, promovido pela União Paulista de Karaokê (UPK). O evento foi realizado nos dias 21 e 22 de fevereiro, no salão principal do Parque Maeda, em Itu (SP).

A vitória também entrou para a história do concurso: Sandro Barros é o primeiro cantor não descendente de japoneses a conquistar o Grand Prix em 31 edições do Paulistão. O feito abre caminho para que cada vez mais apaixonados pela música japonesa, independentemente da descendência, tenham espaço para mostrar seu talento no palco.

Além de todo o carinho e aplausos do público presente, Sandro levou para casa o troféu ao evento, o diploma da UPK, cesta oferecida pelas Farmácias Nissei e o prêmio de R$ 4 mil.

“Quando ouvi a música tocar, toda a expectativa acumulada veio de uma vez só. Foram meses de preparação intensa, dedicação total e muita pressão psicológica. Minhas pernas literalmente cederam; precisei me apoiar nos colegas que estavam ao meu lado. Foi um momento de emoção profunda, difícil de descrever em palavras”, disse o cantor.

Com 78 títulos conquistados em concursos nacionais e internacionais, Sandro afirma que a emoção é sempre especial, mas vencer o Grand Prix do Paulistão 2026 teve um significado diferente. “Foi uma mistura de dever cumprido, alívio e a certeza de que todo esforço valeu a pena. Tenho recebido mensagens de carinho e apoio de amigos de São Paulo, Paraná, Argentina e Paraguai. É muito gratificante”, destacou.

“Essa conquista, e a oportunidade de cantar ao lado de cerca de 600 cantores talentosos de todo o Estado de São Paulo, representam a realização do sonho daquele adolescente de 13 anos”, completou.

A cantora Chinobu Tada, representando a Regional Noroeste, interpretou a música “Ore no Deban Wakkitu Kuru” e recebeu o Prêmio Especial da Comissão Julgadora das categorias Veterano D e E, além de R$ 1.500 em dinheiro.

O Grand Prix reuniu 22 cantores vencedores em suas respectivas categorias, representando as regionais de todo o Estado. Participaram do Grand Prix: Harumi Miyamura, Fernanda Nakai, Mariana Chibana, Mario Hideshima, Chinobu Tada, Shiniti Ijichi, Lica Ishimatsu, Haruo Nagahama, Hideo Tanaka, Silvia Watanabe, Sandro Barros, Tais Iwano, Isabel Takano, Eiko Kobo, Carlos Miyamoto, Naomi Tanaka, Luis Yabiku, Kaori Yokota, Nanco Hino, Itiro Sakata e Melissa Uehara — grandes talentos do karaokê paulista.

Na categoria Tibiko, o vencedor foi Bernardo Hamanaka. Já na categoria Infantil, o título ficou com Arthur Massanori Ifuku. Ambos receberam uma cesta de produtos das Farmácias Nikkei e a premiação de R$ 1.500.

Dantaisen – O Dantaisen — a tradicional competição por equipes — é um dos reconhecimentos mais simbólicos e aguardados do concurso, pois traduz a verdadeira essência da cultura japonesa: união e força coletiva.

Ao contrário do Grand Prix, que destaca uma performance individual, o Dantaisen reconhece a força coletiva, o trabalho dos professores, a coordenação dos líderes e a dedicação de toda a regional.

Desta vez, a Regional Centro-Oeste, de Campinas e região, sob a presidência da jovem Paula Hirama, sagrou-se campeã pela sétima vez na somatória geral das notas, reafirmando a excelência de seus cantores. O segundo lugar ficou com a Regional Leste. Na sequência vieram as regionais Sudoeste e Norte, que conquistaram o quarto e o quinto lugares, respectivamente.

Torcida – O evento é conhecido por ser um verdadeiro espetáculo não apenas no palco, mas também na plateia. São os representantes das regionais, familiares e amigos que, com sua torcida, impulsionam os cantores, dando força, coragem e energia em cada apresentação. A vibração da plateia transforma o palco e faz cada intérprete cantar ainda mais com o coração.

Neste ano, o primeiro lugar ficou com a regional Sudoeste. O segundo lugar foi para a Liga Centro-Oeste, e o terceiro para Nishi — regionais que mostraram que, quando a torcida canta junto, o artista nunca está sozinho.

Texto: Célia Kataoka

Fotos: Mariana Chibana / Isadora Kataoka