
Os japoneses, sempre preocupados com um dos pilares de sua sociedade – a educação – tem ligado o alerta para o aumento no número de estudantes que faltam regularmente às aulas. Para (tentar) minimizar o problema, a saída encontrada foi, justamente, “laçar” os alunos em um ambiente que eles nunca saem: a internet.
A cidade japonesa de Toda, na província de Saitama, adotou um serviço de ensino no metaverso para incentivar os alunos – especialmente aqueles que ficam longe da escola – a assistirem às aulas. O serviço digital permite que os alunos explorem o campus e estudem em salas virtuais. No entanto, os alunos devem obter a aprovação dos respectivos diretores de escola para frequência através do ensino no metaverso. As informações foram divulgadas pela emissora japonesa NHK.
Ainda de acordo com a emissora, um aluno da quinta série tem mais interesse em conversar on-line com colegas e professores do que frequentar a escola presencialmente. Porém, quando estão fisicamente na escola, mostram-se dispostos a conversar com amigos e participar de jogos e brincadeiras coletivas.
Embora os esforços contínuos para melhorar a frequência escolar continuem sendo um desafio, as autoridades japonesas estão apostando na educação do metaverso para ajudar os alunos a se conectarem com as pessoas ao seu redor. Somente no ano passado, mais de 244.940 alunos (1.498 em idade de ensino fundamental e 163.442 em idade de ensino médio) não frequentaram a escola por mais de 30 dias. Isso representa um aumento de 25% de quase 49.000 alunos em relação aos números do ano anterior, e significa que um em cada 20 alunos do ensino médio são considerados faltantes. Os dados são do o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT), que publica anualmente estudos referentes ao sistema educacional.

