
A cantora norte-americana Gwen Stefani causou polêmica na imprensa e nas redes sociais. Tudo por conta de uma entrevista ao site Allure em que a artista declarou que se considera uma japonesa.
A afirmação foi dada por conta das histórias que Gwen ouvia de seu pai sobre o Japão. Ele costumava viajar constantemente a trabalho e sempre retornava com histórias sobre o comportamento da sociedade japonesa, além da riqueza cultural do país.
Durante a conversa com a jornalista, a cantora destacou que, além das histórias do pai, ela também teve contato com a cultura em viagens ao Japão e se encantou. “Uma cultura tão rica em tradição, mas tão futurista [com] tanta atenção à arte, aos detalhes e à disciplina… foi fascinante para mim”, resumiu ela, que logo em seguida complementou: “Eu disse: ‘Meu Deus, sou japonesa e não sabia disso’.”
O que chamou atenção da mídia foi o fato de que Stefani ressaltou que se considera parte da etnia por escutar histórias do pai, que costumava visitar o Japão por motivos profissionais.
A Rolling Stone americana logo soltou uma matéria repercutindo a aentrevista de Gwen, com um título direto: “Gwen Stefani declara: ‘Meu Deus, eu sou japonesa’. Mas vamos ser claros – ela não é”. A chamada também deixa claro o posicionamento da matéria: “Não é Assim que Funciona”.
A revista americana também relembrou que não é a primeira vez que a artista se envolve em polêmicas do tipo. Há quase 20 anos, Gwen encarou acusações de apropriação e fetichização da estética asiática na carreira. Como no lançamento do disco “Love. Angel. Music. Baby”, que trazia uma estética baseada na moda de Harajuku – região em Tóquio conhecida pela moda e cultura pop. Ela também costumava aparecer uma equipe de quatro mulheres asiáticas na turnê Harajuku Lovers e aparições em tapetes vermelhos.

