
Autoridades de Mianmar, país do sudeste asiático, condenaram o cineasta japonês Toru Kubota a sete anos de prisão após ser considerado culpado por violar uma lei sobre comunicações eletrônicas e sedição (reação contra regras ou ordem estabelecida).
Kubota foi detido em Yangon, a maior cidade de Mianmar, por policiais no dia 30 de julho, enquanto filmava um protesto contra a junta militar do país, que assumiu o poder por meio de um golpe. Ele também está sendo julgado por uma suposta violação de imigração.
Os militares de Mianmar disseram que Kubota entrou no país com visto de turista e estava participando do protesto. O vice-secretário e chefe de gabinete Yoshihiko Isozaki disse em entrevista coletiva em Tóquio que o país continuará pressionando as autoridades de Mianmar para liberar Kubota o mais breve possível.
O governo japonês confirmou ainda que continuará a fornecer o máximo de apoio possível a Kubota, incluindo ajuda na comunicação com sua família, salientan do que o estado de saúde do documentarista é boa.
Toru Kubota Toru é cineasta internacionalmente ativo desde a graduação em Ciência Política. Começou a carreira como diretor de cinema quando conheceu alguns refugiados no Japão em 2014 e, posteriormente, fez vários filmes sobre refugiados e questões étnicas em Mianmar. Seu curta-metragem documentário “Prayer in Peace” (2018) foi exibido no Tokyo Documentary Film Festival, no Japão.
(Jiji Press – Translated by Nippon Já)

