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À espera de um milagre: japonesa aguarda há 45 anos retorno de filha sequestrada pela Coreia do Norte

A família da japonesa Megumi Yokota, sequestrada pela Coreia do Norte aos 13 anos, pode ser considerada o símbolo da esperança. Após 45 anos, eles esperam o retorno da filha para a casa.

No último dia 28, os pais expressaram raiva, exatamente na data que Megumi completa 58. Sua mãe, Sakie, de 86 anos, e seu irmão mais novo, Takuya, de 54, lideram um grupo de famílias de abduzidos japoneses, e disseram que não podem tolerar o tempo difícil que Megumi foi forçada a passar na Coreia do Norte.

À época, a garota foi sequestrada quando voltava de sua escola secundária na cidade de Niigata, no centro do Japão, em 15 de novembro de 1977, cerca de um mês após seu aniversário de 13 anos. Para sua família, lembrar deste acontecimento é triste e doloroso.

“Quando penso na época em que tivemos reuniões familiares alegres e agradáveis, não consigo acreditar que ela tem 58 anos”, diz o irmão. Megumi costumava convidar amigos para sua casa em seu aniversário, com direito a bolo e um prato típico japonês, o “chirashizushi” (arroz coberto por sashimi de peixe fresco, ovas e outras iguarias).

“Nós nos divertimos cantando ‘Feliz Aniversário'”, disse Sakie, acrescentando que Megumi “tinha muitos amigos e sempre estava alegre”.

Sakie Yokota, aos 86 anos: amor de mãe não morre nunca, mesmo após 45 anos de angústias

Em uma reunião organizada pelo governo da cidade de Kawasaki, na prefeitura de Kanagawa, Sakie e Takuya pediram a resolução antecipada da questão do sequestro ao lado de Koichiro Iizuka, filho de Yaeko Taguchi, sequestrado para Coreia do Norte aos 22 anos.

A lembrança dos sequestrados tem um fato histórico: o Japão marcará o 20º aniversário do retorno de cinco abduzidos japoneses, incluindo Kaoru Hasuike, em 15 de outubro. Mas os abduzidos japoneses restantes, incluindo Megumi, ainda não retornaram ao Japão.

Em reunião realizda no último sábado (01), a mãe de Megumi Yokota, em tom emocionado, desabafoi: “Espero que chegue o dia em que Megumi diga alegremente ‘mãe, estou de volta’, e todos compartilhemos a alegria em frente ao túmulo de seu pai”.

(Jiji Press – Translated by Nippon Já)

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