O Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – deve encerrar 2024 com superavit de R$ 96 mil e com R$ 713 mil em caixa. Os números foram apresentados pelo diretor tesoureiro Wilson Otsuka durante a 165ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da entidade, realizada no dia 7 de dezembro, no salão nobre do Bunkyo, no bairro da Liberdade. Otsuka explicou que não significa que estes serão os resultados reais, mas uma projeção para fins orçamentários. De acordo com o plano orçamentário para 2025, a previsão é de um superavit de R$ 213 mil e saldo em caixa de R$ 687 mil.
Além da discussão e aprovação do plano orçamentário para o exercício de 2025, a reunião, que contou com a participação de 43 conselheiros – além de 9 por procuração – a reunião também serviu para apresentar as diretrizes básicas para o próximo ano – como a celebração dos 70 anos da entidade e a colaboração para a criação de uma Comissão para a Comemoração dos 130 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão – bem como o estabelecimento da Comissão Eleitoral que deve eleger a nova Diretoria da entidade. Para a presidência da Comissão, ficou definido o nome de Kihatiro Kita.
Tesoureiro Wilson Otsuka apresenta plano orçamentário para 2025
Quanto à criação de uma Comissão para os festejos dos 130 anos do estabelecimento das relações diplomáticas Brasil-Japão, o presidente do Bunkyo, Renato Ishikawa disse que já foram feitas várias reuniões com a Embaixada do Japão nesse sentido. A ideia, segundo ele, a festa é responsabilidade dos governos japonês, através da Embaixada do Japão, e do brasileiro, através do Ministério das Relações Exteriores.
Um primeiro passo nesse sentido foi dado em abril, quando o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, convidou a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) para participar dos eventos comemorativos ao longo de 2025. O assunto foi tratado com o presidente da CREDN, Lucas Redecker (PSDB-RS).
Para Renato Ishikawa, o Bunkyo entrará como “apoiador”. Ele também cravou que a Família Imperial deve enviar um representante para participar das comemorações que, diferentemente dos 110 anos da imigração japonesa, os principais eventos devem ficar concentrados na capital paulista e no estado do Paraná.
Já para o 70º aniversário da entidade, Renato Ishikawa disse que uma sugestão é a realização, em novembro, de um seminário com a presença de autoridades do Brasil e do Japão.
Entre as atividades das Comissões do Bunkyo, a de Administração do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil deve realizar uma Exposição de Quimono em homenagem aos 130 anos.
Viagem ao Japão – No encerramento, Renato Ishikawa fez um breve relato de sua participação na 64ª Convenção dos Nikkeis e Japoneses no Exterior, realizada em Tóquio, de 15 a 17 de outubro, organizada pela associação Kaigai Nikkeijin Kyokai. Disse que, atendendo uma solicitação do presidente do Kaigai Nikkeijin Kyokai, indicou o embaixador Rubens Ricupero, presidente honorário do Japan House São Paulo, para que fizesse a palestra magna do evento, que teve como tema central “Vamos superar esta era de divisão e conflitos”.
“Além disso, participamos de outras atividades no Japão. É o terceiro ano consecutivo que faço questão de levar os jovens e desta vez fui acompanhado pelo vice-presidente Oston Hirano, pelo secretário-geral Hugo Teruya e pelo diretor Marco Túlio Toguchi, além de contar também com a assessoria da conselheira consultiva do Bunkyo e ex-cônsul-geral do Japão em Manaus, Hitomi Sekiguchi”, disse Ishikawa.
André Korosue, Jorge Yamashita e Renato Ishikawa
Oston Hirano explicou que, no dia 13 de outubro, foi organizado um “pequeno FIB – Fórum de Integração Bunkyo”, no auditório da sede da Jica (Japan International Cooperation Agency), em Tóquio, com a participação de cerca de 60 jovens residentes no Japão. “A maioria desses jovens ou nasceram ou foram para o Japão ainda crianças, com os pais. Ou seja, tiveram toda a educação no Japão, mas têm uma dificuldade por serem brasileiros. Mesmo aqueles que nascem no Japão não ganham a nacionalidade japonesa, eles são estrangeiros no Japão, e essa geração tem uma carência de discussão da sua própria situação, da sua identidade e a motivação com exemplos de todos compartilhando as suas experiências”, explicou Hirano.
Semente – Para Oston Hirano, foi uma semente plantada pelo presidente do Bunkyo para que essa discussão se perpetue também no Japão, dando ênfase a uma das bandeiras levantadas por Renato Ishikawa, que é s é incrementar o relacionamento com as entidades do exterior, seja participando ou realizando eventos.
Hugo Teruya destacou que a proposta era retornar este ano ao Japão “com uma provocação” em que os protagonistas fossem os jovens que vivem no Japão. “Além disso, no dia 17 de outubro, participamos, no II Fórum de Pesquisadores e Comunidade Brasileira no Japão realizado na sede da Embaixada do Brasil e contou com a presença de diversos doutorandos e mestrandos brasileiros que estudam em Universidades japonesas. A ideia era discutir como essas pesquisas realizadas nessas instituições japonesas podem ecoar no Brasil e, principalmente, como essas pesquisas podem contribuir para o fortalecimento da comunidade nipo-brasileira num contexto geral”, explicou Teruya, acrescentando que os brasileiros que vivem o Japão enfrentam muitas dificuldades e, em contrapartida, o Brasil tem muitos espaços que podem ser explorados “desde que haja uma formação nesse sentido”.
Coube ao presidente do Conselho Deliberativo do Bunkyo, Jorge Yamashita, encerrar a reunião.
(Aldo Shiguti)
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