O cônsul-geral do Japão em São Paulo, Toru Shimizu, visitou no último dia 27 o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Artur José Dian, que assumiu o posto em 1º de janeiro de 2023.
Intermediado pelo vereador eleito por São Paulo, o também policial civil Márcio Kenji Ito – que também participou da conversa -, o encontro serviu para discutir iniciativas de cooperação bilateral na área de segurança, além de outros assuntos.
O cônsul iniciou sua fala explicando que estava ansioso pela visita e lembrou que em 2025 serão comemorados os 130 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e o Japão e que gostaria de contar com a colaboração da Polícia Civil. Ele comentou também que no próximo ano a cidade de Osaka sediará a Expo Mundial, um evento internacional que deve milhões de visitantes ao Japão.
Há um ano no cargo, Toru Shimizu contou ainda que antes de assumir como cônsul geral em São Paulo teve uma passagem pela Embaixada do Japão. Segundo ele, quando mudou para a capital paulista foi que, de fato, conseguiu dimensionar a enorme contribuição dos japoneses para o desenvolvimento do país. E destacou a cooperação técnica Brasil – Japão na área de segurança pública coma implantação da doutrina e a filosofia de policiamento comunitário baseado no sistema Koban.
Por fim, o cônsul disse que teve oportunidade de trabalhar em outros países mas que aqui sentiu algo especial. Ele explicou que, como cônsul, participou de matsuris [festivais japoneses] em diversas cidades do Estado de São Paulo e que em todos esses eventos são executados os hinos nacionais do Japão e do Brasil.
Toru Shimizu observou que os descendentes que frequentam esses festivais não costumam cantar o Kimigayo (hino nacional japonês) diferentemente do que ocorre com o hino brasileiro. “Eles cantam mas conservam valores japoneses, o que é algo muito bonito”, comentou o cônsul, lembrando que graças aos pioneiros japoneses, que conquistaram a confiança da sociedade brasileira, as novas gerações puderam crescer e prosperar.
Artur José Dian, que iniciou sua carreira na Polícia Civil como Investigador de Polícia em 1993 e ingressou na carreira de Delegado de Polícia em 1999, disse que Brasil e Japão possuem relações cordiais e que a visita do cônsul certamente irá fortalecer cada vez mais os laços de amizade entre os dois países.
Bacharel em Direito e pós-graduado no Curso Superior de Polícia (Especialização em Polícia Judiciária e Sistema de Justiça Criminal) pela Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), o delegado-geral lembrou que teve oportunidade de visitar o Japão em 2019 quando conheceu Osaka – cidade natal do cônsul -, Kyoto e Hiroshima. Dian ressaltou a presença de policiais nikkeis na corporação, citando, como exemplo, o Chefe Geral dos Investigadores da Delegacia Geral, Fernando Kazuyoshi Kawamoto – que também acompanhou o encontro.
Faixa prata 5º grau de jiu-jitsu, o policial disse também que aprecia a gastronomia japonesa e reforçou o convite para que mais policiais japoneses visitem o Estado de São Paulo para uma troca de experiência. E que o inverso também possa acontecer, criando uma “rotina de visitas”. “Não só na área da segurança, mas em qualquer área”, destacou Artur José Dian.
O vereador eleito Marcio Kenji Ito destacou a importância da visita. “Visitas como essa serve para fortalecer ainda mais as relações entre os dois países e para trocar conhecimento. Acho que a gente tem muito que aprender com os japoneses bem coo eles também podem aprender com a gente porque esse contato é uma mão de duas vias, ou seja, a mão que vem é a mão que volta”, explicou Kenji.
Acompanharam a visita a Chefe de Gabinete do Delegado Geral, Delegada de Polícia, Juliana Pereira Ribeiro Godoy Rodrigues; o chefe dos investigadores Fernando Kazuyoshi Kawamoto; o policial Márcio Kenji Ito, vereador eleito por São Paulo; e o assessor do Consulado Kazutoshi Inoue.
(Aldo Shiguti)