
O Ministério da Justiça do Japão disse na sexta-feira que 22 agentes penitenciários são suspeitos de agredir repetidamente três detentos na prisão de Nagoya, na província de Aichi.
“Queremos nos desculpar sinceramente com os presos”, disse o ministro da Justiça, Ken Saito, em entrevista coletiva realizada às pressas. “Estamos conduzindo uma investigação completa e lidaremos estritamente com o assunto.”
Observando que agressões fatais a presidiários aconteceram na prisão na prefeitura central do Japão no passado, Saito disse: “É lamentável que má conduta semelhante tenha ocorrido na mesma prisão”.
Segundo o ministério, acredita-se que os policiais em questão tenham esbofeteado os rostos e as mãos dos presos na faixa dos 40 a 60 anos, borrifado desinfetante em seus rostos e batido em suas nádegas com sandálias entre novembro de 2021 e o final de agosto deste ano.
A violência dos agentes penitenciários veio à tona quando um dos internos de 60 anos atribuiu seu ferimento perto do olho esquerdo ao tratamento rude de um policial.
Uma investigação mais aprofundada apontou para a possibilidade de 22 policiais no total estarem envolvidos nos casos de violência. Destes, cinco estão na casa dos 30 anos e 17 na casa dos 20, a maioria com menos de três anos de experiência profissional na unidade.
Durante a investigação do ministério, quase todos admitiram ter usado violência contra os internos, dizendo que desobedeciam instruções, gritavam e faziam repetidas exigências.
No presídio, localizado na cidade de Miyoshi, um preso, então com 43 anos, morreu após ser atingido com água de uma mangueira de incêndio em 2001. No ano seguinte, outro preso, então com 49 anos, morreu após um cinto de segurança de couro ser amarrado em volta do corpo. abdômen do prisioneiro.
(Jiji Press – Translated by Nippon Já)
