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Premiê Fumio Kishida enfrenta crescente queda de popularidade

Pesquisas revelam que quase metade da população deseja a renúncia do primeiro-ministro ‘em breve’

Em meio a problemas relativos à pandemia, o aumento da inflação até então controlada e escândalos envolvendo ministros do primeiro escalão, o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida vê sua imagem enfraquecer cada vez mais junto à população.
Em pesquisa realizada pelo Mainichi Shimbun, 43% das pessoas no Japão desejam a renúncia de Kishida “em breve”, enquanto apenas 14% esperam que ele “permaneça no cargo o maior tempo possível”. Os dados foram compilados entre os dias 19 e 20 de novembro.

Ao serem perguntados até quando espera-se que Kishida permaneça como primeiro-ministro, a resposta “demitir-se em breve” foi a mais comum, seguida por “até que seu mandato como líder do Partido Liberal Democrático (LDP) termine, em setembro de 2024”. Entre os apoiadores do partido, 39% esperavam que Kishida permanecesse no cargo “até setembro de 2024”, seguido por “o maior tempo possível” com 30% e renunciaria “em breve” com 23%.

A taxa de aprovação para o gabinete do primeiro-ministro Kishida ficou em 31%, quatro pontos percentuais acima da pesquisa anterior, realizada em 22 e 23 de outubro. Embora a taxa de aprovação do Gabinete tenha subido pela primeira vez em quatro meses, ela permanece baixa.

Kishida enfrenta problemas internos junto aos ministérios. Um auxiliar próximo do primeiro-ministro foi demitido do cargo em meio a um escândalo relacionado a fundos políticos, tornando-se o terceiro membro a deixar seu gabinete em menos de um mês, em um duro golpe para seu já frágil governo. Em outubro, Minoru Terada, então ministro de Assuntos Internos, foi demitido. Antes, dois outros ministros renunciaram – Daishiro Yamagiwa e Yasuhiro Hanashi, de Revitalização Econômica e Justiça, respectivamente – gerando temores de um efeito dominó de sucessivas renúncias de membros do Gabinete.

Um legislador sênior do LDP da Câmara dos Representantes disse que a sucessão de renúncias e demissões de ministros reduzirá ainda mais os índices de apoio público ao governo de Kishida, ao mesmo tempo em que afetará negativamente as deliberações parlamentares. Uma dor de cabeça e tanto para o premiê lidar.

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