Objetivo de missão diplomática é estreitar relações com novo governo do presidente eleito Lula
O ministro das Relações Exteriores do Japão, Yoshimasa Hayashi, pode iniciar em breve um “giro” pelas Américas, incluindo visitas aos Estados Unidos e quatro nações latino-americanas – México, Peru, Brasil e Argentina – em janeiro.
Hayashi planeja participar de uma reunião ministerial com os Estados Unidos em Washington, depois de realizar uma sessão de debate público sobre “o estado de direito” no Conselho de Segurança da ONU em Nova York, enquanto o Japão detém a presidência mensal rotativa do conselho para aquele mês, segundo as fontes.
Serão as primeiras negociações diretas entre Tóquio e Washington em cerca de um ano, com Hayashi e o ministro da Defesa Yasukazu Hamada prontos para um encontro com seus colegas americanos Antony Blinken e Lloyd Austin.
Durante sua primeira viagem planejada à América Latina, Hayashi deve pedir a cooperação de seus colegas para manter e fortalecer a ordem internacional, dada a crescente assertividade marítima da China e a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo fontes japonesas.
Hayashi também pretende estabelecer um relacionamento com o novo governo brasileiro do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que assumirá o cargo em 1º de janeiro, e concordar com o Brasil em trabalhar em conjunto na promoção de reformas na ONU, segundo as fontes.

Formando o Grupo dos Quatro junto com Alemanha e Índia, Japão e Brasil há muito aspiram uma cadeira permanente junto aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU. O Japão e o Brasil também atuarão como membros não-permanentes do conselho em 2023.
Em seu último contato diplomático com o Brasil, o ministro japonês afirmou que o Japão gostaria de cooperar com o Brasil como um “parceiro global estratégico” que compartilha valores fundamentais em meio à atual situação internacional severa. No encontro com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, em setembro deste ano, Hayashi lembrou que ambos os países possuem “laços especiais” por meio da comunidade nikkei de mais de dois milhões de pessoas no Brasil.
