O Japão continua com penas rígidas, mesmo que a condenação demore. Na quinta-feira (13), promotores solicitaram à justiçã uma pena de dois anos de prisão para uma ex-diretora de uma creche, considerada por eles como responsável pela morte de um menino de 5 anos por insolação. Ele foi ‘esquecido’ em um ônibus escolar no sudoeste do Japão no ano passado.
Yoko Urakami, de 45 anos, então responsável pela creche localizada em Fukouka, é acusada de negligência profissional resultando em morte por não confirmar que todos os alunos haviam descido do ônibus, onde o menino, Toma Kurakake, foi deixado para trás .
Os promotores criticaram Urakami no Tribunal Distrital de Fukuoka, dizendo que ela “violou um dever básico de cuidado, o que equivale a negligência grave”. Eles também exigiram uma pena de prisão de um ano e seis meses para a professora da creche, Noriko Toba, 59.
Ambas as acusadas se declararam culpadas em sua primeira audiência. Seus veredictos serão entregues em 8 de novembro. A promotoria argumentou que verificar se há alunos deixados no ônibus é um “dever muito básico de cuidado que deve ser seguido por cuidadores de crianças”.
Na ocasião, a mãe do garoto deu um depoimento emocionante. Segundo ela, “não há um dia em que eu esqueça o incidente. Sinto que (as duas responsáveis pela creche) estavam apenas dando desculpas e não acredito que tenham refletido suficientemente sobre suas ações”.
Nas alegações finais, a defesa de Urakami pediu a suspensão da pena sob o argumento de que o incidente ocorreu antes da obrigatoriedade das medidas de segurança nos ônibus escolares. “Sou totalmente culpada pelo que aconteceu e sinto muito”, disse a diretora da creche em seu depoimento.
De acordo com a acusação, os réus trancaram o ônibus por volta das 8h30 do dia 29 de julho de 2021, sem perceber que o menino ainda estava dentro. O menino foi deixado no ônibus até por volta das 17h15, resultando em sua morte por insolação. Urakami dirigia o ônibus e Toba estava encarregado de desembarcar as crianças.
